O câncer de pele é o mais comum entre todos os cânceres. E nesta semana do Dia Nacional de Combate ao Câncer, vamos relembrar as causas e as formas de prevenção desse tipo de câncer, que hoje ainda é o tipo de tumor mais incidente na população mundial.
A palavra câncer é usada para definir mais de 200 doenças diferentes, porém, todas iniciadas devido ao crescimento anormal e acelerado de células do corpo, nesse caso, células da pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo, existem diversos tipos de câncer de pele.
Basicamente, os tumores de pele podem ser divididos em dois tipos:
- Não melanomas: Podem originar-se de células basais ou espinhosas, costumam ter baixa letalidade e alto índice de cura, quando tratados.
- Melanomas: Originam-se dos melanócitos, células produtoras de melanina. São mais agressivos e podem levar à morte com maior frequência.
Existem hábitos e fatores que podem representar um risco para o surgimento do câncer de pele. Portanto, é necessário conhecê-los bem para saber quais cuidados devem ser tomados para evitar a doença.
Conheça os fatores de risco:
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Exposição solar
Os riscos da exposição ao sol começam ainda na infância, durante as horas no parquinho, no recreio da escola, nas atividades físicas, entre outras situações. O descuido provoca pequenas queimaduras solares, cujos efeitos negativos se acumulam ao longo da vida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele é responsável por 25% dos casos de câncer no Brasil. Ainda conforme a entidade, entre 25% e 50% da exposição solar de uma pessoa durante a vida toda acontece antes dos 21 anos de idade.
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Idade
O câncer de pele incide, principalmente, em adultos, a partir da quinta década de vida. Essa relação se justifica pelo tempo de exposição solar. Quanto mais avançada a idade, maior é o tempo de exposição solar daquela pele.
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Sexo
A prevalência é maior em homens do que em mulheres, isso porque, habitualmente, as mulheres são mais cuidadosas com o uso do protetor solar.
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Cor da pele
Pessoas de fototipo baixo, ou seja, pessoas de pele, olhos e cabelos claros tem maior probabilidade de desenvolverem tumores de pele.
Uma dica para descobrir se o seu risco é maior, é observar a reação de sua pele à exposição solar: uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol tem mais risco.
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Pintas e manchas
Pessoas que tem muitas pintas ou manchas pelo corpo, mesmo aquelas que surgiram desde o nascimento, devem ficar atentas e manter uma observação constante. O aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas já existentes são sinais de alerta.
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Histórico familiar
Os cânceres de pele acometem um número maior de pessoas com antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.
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Histórico pessoal
Pessoas que já tiveram um câncer de pele diagnosticado, tem mais chance de novos tumores. Nesse caso, o acompanhamento dermatológico deve acontecer a cada 6 meses.
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Baixa imunidade
Pacientes com alguma doença que causa supressão da imunidade, como leucemia, linfoma, diabetes, tireoideopatias, pacientes que tomam corticoides continuamente, ou então aqueles que foram submetidos à transplantes de órgãos, têm mais chances de desenvolver câncer de pele.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza gratuitamente, em seu site, uma Calculadora de Riscos para câncer de pele. Por meio dessa ferramenta, os usuários respondem um questionário e recebem informações sobre as chances de desenvolver a doença no futuro.
Acesse aqui a Calculadora de Riscos para Câncer de Pele
Atenção: A calculadora possui apenas caráter informativo. Os dados obtidos a partir da ferramenta não constituem diagnósticos e não substituem, em nenhuma hipótese, a consulta à um dermatologista.

