A psoríase é uma doença crônica da pele, caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. É relativamente comum e não é contagiosa. Apresenta-se de forma cíclica, ou seja, os sintomas desaparecem e reaparecem periodicamente.
Sua origem é desconhecida, mas sabe-se que pode ter causas relacionadas ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. Acredita-se que psoríase se desenvolva quando as células responsáveis pela defesa do organismo começam a atacar as células da pele do próprio indivíduo. Inicia-se, então, respostas imunológicas que incluem dilatação dos vasos sanguíneos da pele e aumento da produção de glóbulos brancos. Em resposta ao o ataque sofrido, as células da pele aumentam sua proliferação, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com grande produção de escamas devido à imaturidade das células. Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele. Normalmente, esta cadeia só é quebrada com tratamento.
Os sintomas da psoríase podem variar bastante, mas, em geral incluem manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, pequenas manchas escalonadas, pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento, coceira, queimação, dor, unhas grossas, sulcadas ou com caroços, inchaço e rigidez nas articulações.
Alguns fatores podem aumentar as chances de uma pessoa adquirir a doença ou piorar o quadro clínico já existente, dentre eles: histórico familiar (entre 30 e 40% dos pacientes de psoríase tem histórico familiar da doença); estresse (pessoas com altos níveis de estresse possuem sistema imunológico debilitado); obesidade (o excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase, a psoríase invertida, mais comum em indivíduos negros e HIV positivos); tempo frio (no frio a pele fica mais ressecada – psoríase tende a melhorar com a exposição solar); consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo.
Há vários tipos de psoríase, e o dermatologista poderá identificar a doença através de seus sinais e sintomas, podendo, dessa forma, indicar a melhor opção terapêutica.
O tratamento da psoríase é essencial para manter uma qualidade de vida satisfatória. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas. Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetáveis.
A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente, o que pode piorar o quadro. Assim, o acompanhamento psicológico é indicado em alguns casos. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são uma alimentação balanceada e a prática de atividade física.
Nunca interrompa o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação.
É importante estar atento aos sinais. Caso perceba qualquer um dos sintomas, procure o dermatologista imediatamente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento.


